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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A prevenção da Infertilidade



Onde estamos e para onde vamos?

A prevenção das doenças é, atualmente, o capítulo mais importante e honesto da medicina. É o início de qualquer discussão. É a base da saúde. Teoricamente, o médico só deveria tratar as doenças que aparecem (apesar das medidas para a prevenção). A ação preventiva é fundamental no berço das doenças para que elas não cresçam e tornem os tratamentos difíceis e, às vezes, quase impossíveis. E a infertilidade pode ser prevenida? A infertilidade é uma doença? Não no sentido de causar dano à vida, mas sem dúvida pode levar a frustrações irreversíveis e, por isso, talvez seja sensato ser avaliada desde cedo. Mesmo que esse problema não nos aflija diretamente, todos nós temos alguém por perto, amigo, irmão, sobrinha, neta ou filha que pode estar sofrendo dessa dificuldade.

Será que posso engravidar?

Esta é a pergunta que assola a mente das mulheres desde a mais tenra idade, e será que ela pode, mesmo? Temos que esperar até a idade fértil ou até o momento oportuno para saber? Será que não evitaríamos o uso de contraceptivos por tantos anos?


Bem, as respostas para essas perguntas não são tão simples. Sabemos que entre 10 a 15 por cento dos casais têm dificuldades para engravidarem e que o fator masculino pode ser responsável por até 50 por cento desses casos. A pergunta é: Podemos, de alguma forma, prevenir a infertilidade?

A resposta não é fácil, mas, talvez, alguns indícios podem nos dar um alerta das dificuldades futuras que uma ou outra jovem poderá ter para engravidar. Se tivermos atenção, muitos desvios da normalidade podem ser corrigidos precocemente sem que o futuro reprodutivo da paciente seja prejudicado. Eis alguns exemplos:

* As meninas com cólicas menstruais fortes podem ser portadoras de uma doença chamada Endometriose que, descrita numa linguagem simples, é o implante de células endometriais (que revestem o útero internamente) em outro lugar, que não o útero. Por razões desconhecidas e controversas, esse tecido endometrial pode refluir pelas trompas para o interior do abdome e implantar-se em outros órgãos. Esse Endométrio Ectópico (fora do lugar) passa a chamar Endometriose. Quanto antes detectarmos e tratarmos a endometriose, mais chances teremos de evitar casos em estágio severo.

* A obesidade, hipo e hipertireoidismo, síndrome dos ovários policísticos, diabetes, irregularidades menstruais graves, entre outros, são distúrbios importantes que podem interferir na ovulação e podem ser sanados com tratamento adequado. Manter o peso dentro dos padrões recomendados para estatura e constituição física é sempre um caminho para preservar a "harmonia" no funcionamento do organismo.

Evitando maus hábitos como fumo, álcool, drogas e outros (neste caso não estou sequer referindo-me aos terríveis malefícios que esses hábitos causam) estaremos dando um grande passo em direção a esse equilíbrio.


Fonte: www.guiadobebe.com.br

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

A polêmica escolha do sexo do bebê



Desde 1988 os pesquisadores vêm desenvolvendo uma técnica que permite aos pais escolherem o sexo da criança criada por este método. Isso é possível porque o cromossomo feminino - X – tem mais DNA que o masculino – Y. Assim, não é difícil optar por um gênero ou outro.

Este novo método, que, a princípio, tem como objetivo prevenir potenciais doenças genéticas ligadas a um ou outro sexo, foi inicialmente implementado para a multiplicação dos animais destinados à criação, como o gado. Além desta polêmica questão da escolha do sexo do bebê, há outras tantas controvertidas problemáticas que derivam da inseminação artificial, tais como o tipo de consanguinidade que se estabelece; os direitos das pessoas que contribuem com os elementos biológicos, por exemplo, o doador do sêmen; bem como a temática da lapidação da humanidade pelo próprio Homem.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Inseminação Artificial Homóloga Post Mortem

O problema de infertilidade humana abriga, sem dúvida, os maiores dilemas éticos da Medicina na atualidade. Os avanços da ciência colocam em debate preceitos éticos. Não podemos criar obstáculos às pesquisas científicas, mas não podemos esquecer preceitos éticos tão importantes na prática médica. As implicações dos modernos procedimentos da Reprodução Assistida nas relações humanas exigem profunda reflexão e não se exaurem no âmbito dos profissionais da área, dos pesquisadores, dos legisladores e dos juristas.

Desde o nascimento da inglesa Louise Brown, conhecida como o primeiro bebê de proveta do mundo, muitas questões éticas, com grande impacto na mídia e na opinião pública, têm sido colocadas à prova, seja em relação às mais simples e precursoras técnicas de Inseminação Artificial até as técnicas modernas de fertilização in vitro, passando pelas situações complementares como doação de óvulos, sêmen, embriões, sexagem, assim como o congelamento de material biológico reprodutivo e de embriões.

Normalmente, os especialistas em reprodução humana indicam a criopreservação de sêmen para pacientes que tem alguma doença que induza à infertilidade ou iniba a espermatogênese. Os candidatos usuais são indivíduos em idade reprodutiva e com qualquer tipo de câncer, que serão submetidos à radioterapia e/ou quimioterapia ou a cirurgias que possam com¬prometer o seu potencial fértil. Recomenda-se a criopreservação, antes do início do tratamento específico.

Além da preservação da fertilidade do paciente com câncer, há indicações para a manutenção de um banco de sêmen terapêutico para uso em técnicas de reprodução assistida, tais como:

Inseminação com sêmen do parceiro: nos casos de ausência temporária ou definitiva do mesmo, baixa freqüência sexual e disfunção erétil;

Programas de Fertilização In Vitro e micromanipulação de gametas: possibilita inseminações programadas em um mesmo ciclo de tratamento. Também permite a coleta fora do dia do procedimento de reprodução assistida, permitindo maior liberdade do paciente sem o estresse da coleta;

Criopreservação de sêmen para indivíduos que desejam ser submetidos à vasectomia, objetivando preservar a fertilidade futura;

Criopreservação dos espermatozóides obtidos durante microcirurgias para reconstrução do sistema reprodutivo, como a reversão da vasectomia;

Também se aplica a criopreservação dos espermatozóides obtidos por técnicas cirúrgicas do epidídimo ou do parênquima testicular para utilização em micromanipulação de gametas: ICSI - injeção intracitoplasmática de espermatozóides;

Criopreservação de sêmen de indivíduos que trabalham em profissões de alto risco, como por exemplo: mergulhadores de elevada profundidade, indústrias químicas, exposição a agrotóxicos e pesticidas e exposição a radiações ionizantes.

Temas como a gestação substituta (barriga de aluguel), a perspectiva de alguém ter um filho para possibilitar transplante de medula óssea para outro filho com leucemia, testes de paternidade, clonagem reprodutiva e congelamento de óvulos já foram tratados. O mote atual é a criopreservação de sêmen e a vontade do pai de ter um neto do filho morto.

A grande controvérsia acerca da inseminação artificial homóloga post mortem vem se caracterizando pela capacidade sucessória da criança concebida nesta técnica de reprodução assistida. A reprodução medicamente assistida, tida como um avanço para a comunidade científica, carrega controvérsias jurídicas, que com certeza trarão debates acalorados ainda.









sexta-feira, 20 de setembro de 2013

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

IIU

É a técnica mais simples de reprodução assistida. Nessa técnica, se manipulam em laboratório apenas os espermatozóides (gameta masculino).

Quando houver indicação de inseminação intra-uterina, o marido coleta o sêmen em laboratório, por masturbação. O sêmen é preparado também em laboratório. Preparar ou capacitar o sêmen significa separar os espermatozóides móveis e normais do líquido seminal, dos espermatozóides mortos e imóveis.


                                                     Técnica de capacitação espermática

 A inseminação intra-uterina está indicada em casos de infertilidade sem causa aparente (quando a mulher é jovem) e naqueles casos de fator masculino leve, quando após o preparo do sêmen se obtém um mínimo de 5 a 10 milhões de espermatozóides móveis. Freqüentemente se associa a inseminação intra-uterina à indução da ovulação na mulher.


Iseminação Intra-uterina

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Estudo em 3D

Um estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA) e da Universidade de Ciência e Tecnologia de Nanquim (China) traçou, pela primeira vez, o caminho do esperma em 3D, revelando trajetórias helicoidais e nadadores “hiperativos”.

Usando um chip sensor de silício, o principal autor do estudo, o professor de engenharia elétrica e bioengenharia Aydogan Ozcan, e sua equipe seguiram células obtidas a partir de um banco de esperma.
Luzes LED vermelhas e azuis foram usadas para gravar as direções das células. Mais tarde, um programa de computador combinou os dados para reconstruir os caminhos do esperma. 24.000 células em movimento foram analisadas durante o estudo. Em um determinado momento da pesquisa, os cientistas só puderam observar um número limitado de células em três dimensões. Então, usaram um novo microscópio em 3D para captar o movimento de mais de 1.500 espermatozoides.

Todos os dados coletados nas análises mostraram que os espermatozoides têm modos distintos de natação. A maioria segue um caminho “típico”, mais ou menos em linha reta, com uma rota irregular e voltas e reviravoltas inconstantes. Porém, alguns nadavam em um padrão helicoidal, ou padrão de saca-rolhas (4 a 5%).

Outros espermatozoides foram ainda rotulados de “hiperativos”, devido a suas mudanças bruscas de direção, que, por vezes, os faziam girar em sentido inverso.  Apesar das descobertas, os pesquisadores não sabem dizer ainda qual tipo de espermatozoide é melhor. Não há atualmente nenhuma relação conhecida entre a saúde de um espermatozoide e seu estilo de natação, mas a nova técnica de imageamento poderia abrir a porta para tais estudos no futuro, com o potencial de melhorar o conhecimento atual sobre fertilidade.

A técnica usada nessa pesquisa também pode ser útil para identificar o padrão de natação de outros micro-organismos, como os causadores de doenças como protozoários e bactérias.